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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

con sus amigas en una calle de ♪ ♫ Madrid



Madrid não faz o menor sentido. Mentira, Madrid faz, o que não faz é eu ter achado a cidade tão encantadora!

Comparada com Paris e Barcelona, a capital da Espanha é a cidade mais “normal” de todas. Não achei nada turística. Mas talvez por isso ela seja, também, a mais descomplicada para um turista. Foi o lugar onde eu me senti menos “viajando”, sabe como? Soou como um lugar morável. Conseguia andar nas ruas, olhar para as pessoas e achar que elas tinham ocupações. 

É uma cidade linda. E o que eu achei mais bacana é que ela tem áurea de metrópole. Mais do que cara. Porque não é uma cidade de arranha céus. Não, Madrid tem aquela carinha de cidade velha da Europa. 
E tem pessoas! Aos montes e a qualquer hora do dia. Tudo está sempre cheio, muito cheio. Você sempre precisa se desviar, você sempre esbarra e é esbarrado por alguém. “Almocei” em pé num KFC na Puerta Del Sol. Tudo sempre caos do caos e sim, me admira muito eu ter gostado tanto. 

Também achei uma cidade muito generosa. Acho que podia ter rendido mais (de novo, um feriado...) mas a impressão que eu tive foi de que qualquer coisa que você quisesse, você encontraria. Quer um templo egípcio no meio da rua? Ok, Madrid tem. Quer uma calçada da fama? Ok, Madrid tem. E por aí vai...

Ah, e Madrid também tem o Velásquez. E quando dei de cara com As Meninas, no (lindo) Museu Del Prado eu tenho que dizer que foi de bambear as pernas. Diferente do Guernica, lá do Reina Sofia, que não bambeou as pernas. Revirou o diafragma. Duas vezes. Aliás, o Reina Sofia foi um museu que eu aproveitei muito mal. Porque eu fui direto pra parte onde estão expostas as obras sobre conflitos do século XX. E sinceramente eu fiquei muito impactada. Depois do Guernica e seus rascunhos nada que eu visse faria o menor sentido. Depois eu descobri que eu poderia ter visto “Figura en una finestra”, meu favorito do Dalí. Sofri um pouco. Mas é a vida.

Sobre a noite... Então, eu passei minha virada de ano na Puerta Del Sol. E foi lindo. Dizem que tocam os sinos, confesso que não ouvi. Senti um pouco de falta das nossas contagens regressivas. Sim, pode ter acontecido e eu não ter me dado conta. Comi 12 uvas muito concentrada e fazendo pedidos. Não, eu não gosto de uvas. Reveillon, minha gente, é sempre uma coisa linda de Deus.

Agora, a noite avulsa que eu inventei de ir pra uma boate... É. Eu mereci o que eu tive. Porque eu não sei onde eu estava com a cabeça quando eu inventei de ir a uma boate. Mas a boa notícia é que eu agora posso falar, com propriedade, que eu ODEIO esse tipo de lugar. Era uma boate linda. Quatro andares, sete ambientes, luxo e glamour. Mas em nenhum ambiente tocava música. Porque nada daquilo que tocava eu consigo classificar como música. Os dois lugares onde eu estive tocou hip-hop (que não é música, beijos) e distorções feitas por computador. Uma lama. Sem falar que eu fiquei meio besta com a combinação saias inexistentes -> Danças sensuais. E não conseguia olhar pras meninas pirando na pishhhta sem pensar que 1) elas não devem ter inteirado duas décadas de idade. 2) Elas não devem ter mãe. Azedume patriciano a parte, achei tudo muito deprimente. Sem querer ser moralista nem nada. Entendo que aquilo ali deve ser muito divertido e tudo o mais, mas eu estranho.

Agora, em compensação, em Madrid tem 100 Montaditos! A melhor cervejaria da Europa! Quase um boteco, minha gente! 1 montadito (um pãozinho de sal com um recheio variado – de presunto e queijo a fígado de pato) e meio litro de cerveja custam só 2€ e você bebe na rua. Com frio ou sem frio. E tem um garçom que não entende nada que você fala porque né? “É muito arroz, muito feijão, muito Brasil...”

Muita Madrid pra todos nós!

(NENHUMA foto de Madrid ficou boa. Quer dizer, Madrid ficou ótima, agora, minha pessoa... Mais de 10 dias de viagem na classe "estudante intercambista" não é mole não!)


Alguns esclarecimentos: reparem que minha (linda!) bolsa vermelha estará sempre assim, aparecida, nas minha fotos. Madrid é mui linda, mas do nosso grupo de 10, 2 pessoas tiveram pertences surrupiados por mãos leves! E outra coisa, eu já estava muito cansada e abstraí o turismo. Então eu mei que mal sei o nome dos pontos turísticos que eu fotografei por lá!


Palácio Real de Madrid. Sei o nome desse porque colei do Facebook da Carol. No dia do Walking mais Dead que Tour que todos os outros. Talvez o dia mais frio de toda a viagem.

É muita praça pra alguém com uma cabeça como a minha poder saber quem é quem. Essa, se não me engano é a Praça da Espanha, onde rola uma feirinha fofa. Na época que eu fui, perto do Reveillon, vende s adereços que os espanhóis usam na passagem de ano. Nada entendi, pra ser sincera. 

Essa é a Puerta del Sol e esse urso é o símbolo da cidade. Não me pergunte porque. O Walking Tour terminou aqui e meu cérebro tinha ficado no holstel. De Barcelona. Mas de qualquer forma, vale pela aventura. Tirar uma foto aqui, assim, você e sua prima, é um exercício de paciência e agilidade. São umas 300 pessoas querendo faze a mesma coisa. O tempo todo!
Exemplo de lugar onde eu tenho mil fotos e nenhuma idéia de onde eu esteja
Também não tenho muita noção do que essa ponte representa para Madrid, Mas para mim ela representa 1) Minas Thirint, porque é branca e muito poderia estar lá. 2) Que eu estava com saudade de Porto e da Ribeira

A decepção em Madrid fica por conta do Mercado San Miguel (que eu insistia em chamar de Mercado de San Telmo porque sou burrona). Não curti. Achei chato, caro, pequeno  sem o calor que mercados devem ter. Ainda mais em Madrid, que tem esse calor em quase todos os outros lugares!

Achei o Templo de Debod um barato! É um templo Egípcio que fica no meio da cidade. Assim, sendo lindo e descolocado do contexto.

É o lugar ideal para fazer a egípcia
E o templo fica em um parque muito lindo e agradável que deve ser ainda mais lindo e agradável na primavera. 

O bom da bolsa sempre para frente e que não resta dúvida de que era eu ali com o Don Quixote e com o Sancho Pança!

Madrid tem calçada da fama para as estrelas do cinema espanhol!  Adivinha quem não conhecia quase nenhum dos  homenageados... Na foto, caso não dê pra ler, com a estrelinha do Pedro Almodóvar, aquele lindo, que abre a fila. 

Em Madrid tem o Museu Del Prado, e no Museu Dl Prado tem As Meninas, do Velásquez. 

E tem também o Reina Sofia. A felicidade de estar ali era extra. Por um momento eu achei que ele estaria fechado durante todos os dias que passei em Madrid. E a felicidade de descobrir que essa informação não procedia foi inenarrável. Nunca vou esquecer de quando vi pessoas no elevador de vidro e a fila na porta. 

Madrid também é o lugar onde eu comi o melhor churro e bebi o melhor chocolate quente de toda a minha vida!

Sem falar no 100 Montaditos! Uma lástima eu não ter uma foto decente no que foi o luga mais divertido da viagem! 100 Montaditos no Porto djá!

Mas vamos combinar que Madrid foi o lugar onde eu passei o Reveillon e definitivamente, depois disso, não tem como não amar! (Sorry, amigas, por publicar uma foto como essa - onde eu sou a pior, só pra constar - mas fotos de reveillon que ficam boas não é um bom sinal!)

Alá ela, que linda!

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