Páginas

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Maldita Escala #1

Munique alegre e debaixo de sol
Se tem uma coisa que me deixou triste nesta segunda viagem foi Munique ter sido um destino-para-pagar-passagem-mais-barata. O que serve de consolo é que o pouco tempo que tivemos por lá forma em dias bastante oportunos.

Quando chegamos a Munique encontramos uma cidade toda vomitada. De verde. Era São Patrick’s Day! E aterrar numa terra onde a cerveja é o produto nacional num dia como esse era andar em meio aos malucos completamente embriagados. Divertido, lógico. Pena ser tarde demais para “entrar no clima”. Terminamos a noite comendo num Burger King perto do Holstel. Um Burger King bastante cheio. E só eu e a Aline de mulher. E talvez só eu, a Aline e um grupo de brasileiros na mesa ao lado de “adultos”. O resto dos meninos tinha espinha na cara. E estavam completamente bêbados. Com quantos anos os alemãezinhos começam a beber?

Aí o outro dia, o dia de conhecer Munique sóbria. Sóbria e linda em um lindo domingo de sol. E ela pareceu ainda mais encantadora. E divertida.

A começar pela Marienplatz. Descobrir que a Neues Rathaus não era uma igreja foi quase tão divertido quanto descobrir, que, no fim das contas, ela é uma caixa de música gigante.  Mas se Marienplatz era um antro de turistas – like me, ok – com suas máquinas fotográficas frenéticas, perder o walk tour acabou nos levando a uma Munique mais “caseira” e, entre um prédio bonito e outro, acabamos chegando a um parque lindo cheio de gente aproveitando o sol, de criancinhas correndo (criancinhas alemãezinhas,tão bonitinhas!) e com um coreto fechado e um casal dançando tango. Sim, creio que jamais entenderei o que estava acontecendo ali.

Outra coisa notável em Munique: a quantidade de música na rua! Várias bandinhas tocando músicas alemãs deixam o flainar muito mais divertido. Não sei se isso é efeito da crise e tals, mas que é uma coisa linda de se ver, isso é.

No fim do dia choveu. E como nosso passeio era mais um passeio só pelo centro mesmo, já que só tínhamos um dia, muita coisa ficou de fora. Uma lástima! Mas o que mais lastimo foi mesmo não ter ido ao museu da Mercedes (quando a gente estava chegando na cidade passamos em frente e parecia uma caixa de Carrinhos da Hot Weels. Pirei, mas nem rolou de ir lá...) e o campo de concetração. Além de ter perdido a chance de uma noite de boêmia na cidade da cerveja maravilhosa.

Mas de certo, fica pra próxima. E quem tenham próximas, viu!

Agora vem as fotos e se alguma pessoa sensata que visitou Munique passar por aqui, com certeza vai dizer: GENTE, ONDE ESSAS MENINAS FORAM? Porque a gente simplesmente saiu andando pela cidade sem a menor noção do que ia encontrar pela frente. E sim, gostamos muito de fazer assim quando o tempo era escasso porque, desse jeito, íamos tendo surpresas pelo caminho. E se no fim das contas a gente “visitou tudo errado”, nem ligamos. Especialmente quando a cidade super vale a pena.

E sem falar que não, a viagem não perde o “caráter educativo” porque depois você certamente vai querer saber por onde passou e vai pesquisar até descobrir. Aprende-se na mesma!



 Neues Rathaus, ou Nova Câmara Municipal, o ponto mais imponente da simpática Marienplatz . Naquele pedacinho verde ali encima tem vários bonequinhos que, de não sei quanto em não sei quanto tempo dançam ao som de uma musiquinha. E é como se todo esse prédio fosse uma gigantesca caixa de música. É um espetáculo lindo!



Ainda na Marienplatz - que é o coração da cidade - com meu pedacinho preferido da Coluna de Maria, da qual não tenho uma foto decente. 



Muito menos chicona que a Caixa de Música gigante, mas ainda assim uma lindeza: Câmara Municipal Velha. Não tenho a menor ideia do que funciona lá agora. 



Uma foto bem clássica na Odeonsplatz com o Teatro Nacional


Agora, foto com a faixada de Feldherrnhalle que preste eu não tenho porque achei o leão muito mais interessante. Sorry...


"Tumba do soldado desconhecido". Não saberia dizer se tem algum soldado desconhecido morto aqui dentro. Dentro tem um soldado de pedra deitado. Achei meio surreal. E confesso que, saindo daqui de dentro, me senti meio Indiana Jones...


 Chancelaria da Baviera e a tendência de prédios públicos serem grandões e bonitões. No caso deste, é assim de vidro modernoso porque precisou ser reformado depois da Guerra e a ideia de ser vidro era que a população pudesse ficar de olho. Relevem meu desengonço pra tirar foto de corpo inteiro. Grata. 


Outra foto clássica de Munque que posso dizer que tenho: o ângulo mais turístico da  Igreja Theatinerkirche. Ponto para mim!


E aqui em outra foto onde ela aparece mais e onde não aparecem as obras que estão rolando por ali. Aliás, o mundo está em obras! Um saco. 


Kaiserhof é uma parte do complexo Münchner Residenz. Provavelmente uma área errada para se visitar já que era extremamente silencioso. Silencioso mesmo. Tinham pessoas sentadas nos bancos mas elas estavam bem bem quetinhas. E só nós duas loucas lá tirando foto. O resto do Münchner Residenz? Pff as partes mais clássicas não foram contempladas pela nossa intuição. 


Parque Hofgarten. Sorte a nossa ser um domingo de sol. Certamente o lugar mais gostoso da cidade. Vontade de passar o dia todo lá a toa. Neste coreto verde tinha um casal dançando tango. Não, não fez sentido para mim também não. Deste lado estava calmo, do outro, toda uma galera deitada na grama ou almoçando, ou jogando jogos estranhos com uma bola. Um gracinha. 




Coisas para voltar: porque não é só mais um prédio de vidro aquilo ali atrás. É um prédio de vidro onde o Olafur Eliasson fez arte para a Ópera Estadual Bávara funcionar. Um lugar para se ver em uso. Ainda nesta encarnação, please!



Esta é alguma parte obscura de algum dos mil complexos. Não importa qual. Gostei da porta. 




Mais um lugar sem referência. Quando o sol resolveu encerrar suas atividades mais cedo do que a gente gostaria.


A Igreja de Saint Paul talvez não seja um ponto turístico muito relevante, mas era perto do holstel e a gente acabou indo conferir. Resultado, tomamos chuva. E eu fico lindo quando tomo chuva. Só que não...


Esse chafariz também não tem nem uma gota de relevância histórica. Mas fala que ele não é fofinho. 



Apenas avaliem dos gritinho e pulinhos de encontrar uma Igreja da Pampulha em uma joalheria no meio da Munique!!!


Eu, Pumba e Lacerda. Sim, a gente gosta de tirar foto com animais de mentira. Mais do que seria bonito e aceitável, até. 



Música na rua: que coisa bonito... 


Depois de um dia inteiro batendo pena pra lá e pra cá, a cara de acabada na hora de jantar é mais do que aceitável, certo? Me deixa. Mas te falar que essa maravilhosa cerveja seria capaz de levantar qualquer um do reino dos mortos. Só isso que eu te falo. 

Fim da bateria da câmera: pequenas tragédias na vida de um viajante. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário