Dizem que a perda de um sentido faz com que outro se
desenvolva. Ok, a que vos fala não tem olfato e te falar que ainda não achei a
tal da compensação.
Só posso garantir que não recebi meu olfato em senso direção
e que o dito cujo me é tão distante que ainda não sei se ele é de comer ou de
passar no cabelo.
Aí somos eu, meu nulo senso de localização e nenhum mapa.
Preciso dizer aonde cheguei? Exato, a lugar nenhum! O objetivo era chegar na
Reitoria da Faculdade. Peguei um Metro e desci na estação teoricamente próxima.
Caminhei por quase 2 horas (ok, parei algumas vezes para ver coisas bonitas). E
quando eu já estava morta (tava de jeans e camiseta de linha e o calor estava
fritante) passa um ônibus. E nele estava escrito o nome de uma estação próxima
aqui de casa. Subi. Sentei. Bora apreciar a vista. (linda, por sinal. Porto é
uma cidade lindíssima!)
O danado deu mil voltas e do nada disse: (sim, os ônibus
aqui falam!) “ponto final”! Todos desceram. Eu desci. Tinha nem idéia de onde
eu poderia estar. Nem noção mesmo. E é aí que a história fica mágica!
Esta é uma cidade generosa com quem se perde! Caminhei sem
rumo. Se eu não me achasse nunca, conseguiria um táxi e pediria para ir pra
casa. Eu tinha o endereço e tinha dinheiro. Mas não foi preciso. De repente,
TANÃ! Surge uma ESTAÇÃO DE METRO! Como uma cápsula de tempo, no meio de uma
praça! MÁGICO! Você só tem que descer as escadas, pegar seu andante e ir pra
casa! Não importa onde você esteja, se é uma estação de Metro, você chega em
casa.
Amém!
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