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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Sequela


Sou péssima em ortografia. Horrorosa. Se o Word não intercede por mim, escrevo como uma menina de 7 anos recém alfabetizada. Se fizerem um ditado, sou reprovada. Diziam as antigas professoras de português que “quem lê muito escreve certo”. Oi? Eu culpo a Gestalt e sigo a vida me valendo de subterfúgios do tipo, só sei escrever VIZINHO, sem vacilar entre S e Z porque Rafael me ensinou a lembrar que vizinho faz Zoeira.
Enfim. Certo é que quando eu estudava Edificações com Ênfase em Planejamentos de Projetos (oi de novo) eu fazia umas contas e nelas havia uma variável constante (segura na minha mão que hoje eu tô que tô). Volta e meia a gente calculava alguma coisa em função da umidade. E aí, pra destruir minha vida, umidade era representada por que letra? H! E dá-lhe Patrícia escrevendo que a humidade relativa do ar destróia a vida dela...

Depois de passar muita vergonha finalmente assimilei. Umidade é com U. Ponto! Lembre-se dessa bonita história supracontada e você saberá que o Cefet mentia e escreverá certinho. Ok? Ok.

Só que aí veio Portugal. E vieram as bibliotecas de Portugal. E as edições de livros em português de Portugal. E por acá, meus queridos e queridas, Umidade tem H! Siiim. Aqui o ar é húmido.

Resumindo: quanto mais eu ler, mais errado eu vou escrever. Obrigada por mentir para mim, Professoras de Português (do Brasil). 

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