Sou péssima em ortografia. Horrorosa. Se o Word não
intercede por mim, escrevo como uma menina de 7 anos recém alfabetizada. Se
fizerem um ditado, sou reprovada. Diziam as antigas professoras de português
que “quem lê muito escreve certo”. Oi? Eu culpo a Gestalt e sigo a vida me
valendo de subterfúgios do tipo, só sei escrever VIZINHO, sem vacilar entre S e
Z porque Rafael me ensinou a lembrar que vizinho faz Zoeira.
Enfim. Certo é que quando eu estudava Edificações com Ênfase
em Planejamentos de Projetos (oi de novo) eu fazia umas contas e nelas havia
uma variável constante (segura na minha mão que hoje eu tô que tô). Volta e
meia a gente calculava alguma coisa em função da umidade. E aí, pra destruir
minha vida, umidade era representada por que letra? H! E dá-lhe Patrícia
escrevendo que a humidade relativa do ar destróia a vida dela...
Depois de passar muita vergonha finalmente assimilei.
Umidade é com U. Ponto! Lembre-se dessa bonita história supracontada e você
saberá que o Cefet mentia e escreverá certinho. Ok? Ok.
Só que aí veio Portugal. E vieram as bibliotecas de
Portugal. E as edições de livros em português de Portugal. E por acá, meus
queridos e queridas, Umidade tem H! Siiim. Aqui o ar é húmido.
Resumindo: quanto mais eu ler, mais errado eu vou escrever.
Obrigada por mentir para mim, Professoras de Português (do Brasil).
"Humidade" tá no inconsciente coletivo do brasileiro.
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