Ninguém nunca me disse que aqui era o Caribe. Nunca pensei
isso, inclusive. Mas minha primeira chegada à praia foi meio lastimável de
mais, né? Então resolvemos acreditar na previsão do tempo e ir tentar a sorte
em Matosinhos onde, disseram, a praia era melhor para banhistas e para quem
gosta de torrar no sol.
| A face da covardia! |
Ir pra Matosinhos é fácil. O Metro simples chega lá. €1,10
pra ir, €1,10
pra voltar se estiver fora da zona do seu andante.
Chegamos à praia mais ou menos na hora do almoço e fomos logo procurando um lugar para comer. Como o sol estava muito forte, apostei numa saladinha porque tinha fé: conseguiria entrar na água!
Chegamos à praia mais ou menos na hora do almoço e fomos logo procurando um lugar para comer. Como o sol estava muito forte, apostei numa saladinha porque tinha fé: conseguiria entrar na água!
A praia não tem coqueiros. Nem quiosques. Nem vendedores
ambulantes. Tem muita gente na areia tomando sol e alguns mocinhos jogando futevôlei.
Contente-se com essas semelhanças com as praias do Brasil e lamente a falta de
água de coco. Não se pode ter tudo na vida, né?
Sim, estava quente e sim, tinha sol. Mas entrar na água foi
outros quinhentos... O mar é bem do jeito que eu gosto. Não afunda abruptamente
e não demora demais a bater na cintura. Ondas não muito altas, mas muitas e
horizontalmente compridas. Mas sou hipocondríaca, né? E nem os 40 minutos de
rituais conseguiram me demover da idéia de que se eu desse um ruidoso “tibum”
naquela água gelada eu não morreria de hipotermia.
Vou colocar a culpa no outono. No verão do ano que vem o
senhor não me escapa, Sr. Mar!
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